domingo, 26 de julho de 2009

Discos Voadores em Belford Roxo


20/07/09 - 07h00

Única fábrica de discos de vinil brasileira voltará a funcionar este ano

Polysom, em Belford Roxo, poderá produzir cerca de 40 mil LPs por mês.
Álbum de estreia da Nação Zumbi faz 15 anos e ganha reedição em vinil.

Lígia Nogueira
Do G1, em São Paulo

Fábrica vai voltar a fabricar discos de vinil em 2009. A foto mostra Carlinhos, dono da loja de LPs Disco 7, em São Paulo. (Foto: Daigo Oliva / G1)
O disco de vinil vai bombar no Brasil. A previsão é de João Augusto, novo dono da Polysom, única fábrica de LPs da América Latina. Localizada em Belford Roxo, no Rio de Janeiro, ela ficou desativada até ser comprada pelo presidente da Deckdisc, no início deste ano. Prestes a voltar a funcionar, a empresa não tem vínculos com a gravadora e deve produzir 40 mil peças por mês, segundo ele contou aoG1.
“A Polysom é uma companhia inteiramente independente que vai atender a todas as gravadoras. A Deckdisc vai ser tão cliente dela quanto as outras gravadoras e os artistas independentes. Há uma gama muito grande de independentes que tem essa demanda por vinil”, diz João Augusto.
Na era do MP3, disco de vinil recupera espaço entre os fãs de música

A data da conclusão da reforma, que começou em maio, depende de diversos fatores, mas a Polysom deve reabrir suas portas “ainda este ano, com certeza”. De acordo com o proprietário, a capacidade de produção será de 40 mil discos por mês. “Isso só no começo, depois pode aumentar. Acredito numa demanda alta porque já tem muitos interessados.”

Como não se fabrica mais maquinário para prensar discos de vinil, todo o equipamento da Polysom é reaproveitado. “Tudo está sendo recuperado, desde a mesa de corte até as prensas. A gente desmonta e troca várias peças, mas a carcaça é a mesma de décadas atrás.”

A Polysom vai vender o produto semi-acabado. Caberá às gravadoras colocar a capa, embalar e vender. O preço final também vai depender delas. “No que diz respeito ao custo de fabricação do vinil aqui, estou tentando fazer com que o preço seja duas vezes e meia menor do que lá fora”, diz João Augusto. “Vou conseguir fazer aqui um produto muito mais barato do que o que vem de fora. O problema do Brasil é que as taxas são muito altas.”

Nos Estados Unidos, as vendas de discos de vinil aumentaram 50% em relação ao ano passado, de acordo com dados divulgados pela Soundscan. Segundo a empresa, a estimativa é que sejam vendidos 2,8 milhões de LPs no país até o final do ano – esta é a marca mais alta desde que a Soundscan passou a acompanhar o setor, em 1991.

‘Da lama ao caos’ completa 15 anos e ganha reedição em vinil

A gravadora Sony acaba de lançar a série “Meu Primeiro Disco”, que traz de volta ao mercado álbuns históricos num formato de luxo em edição limitada. Cada exemplar contém o LP original com áudio remasterizado fabricado nos EUA e um CD.
A primeira edição do projeto reúne os trabalhos de estreia de Chico Science & Nação Zumbi, Vinícius Cantuária, Engenheiros do Hawaii, Inimigos do Rei e João Bosco. Serão 30 títulos ao todo, incluindo álbuns do Skank, Zé Ramalho, Sérgio Dias e Maria Bethânia. Cada disco custa em torno de R$ 150.
“‘Da lama ao caos’ é o primeiro e mais importante disco de nossa carreira”, diz Lúcio Maia, guitarrista da Nação Zumbi. “Ali estão as ideias de anos de expectativa por uma consolidação profissional. Tudo aconteceu da melhor maneira possível. Não imaginávamos que um dia o álbum seria tão importante para a música brasileira. Mudamos o conceito de ‘MPB é uma m..., o negócio é imitar gringo’”, reflete o músico, que só compra vinil.

“Não sei quantos LPs eu tenho, mas minha coleção tem de tudo. A maior parte de música brasileira, depois jazz, depois Jamaica, alguns de funk, outros de rock, vários do Fela Kuti, Hendrix, trilhas sonoras...”

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Crítica Cinematográfica Ursística - メガネ


メガネ

Gente, apesar de vocês terem preguiça de ler meu blog (o que é muito justo, visto que deve ser meio chato, mesmo), continuarei dando minhas dicas de filme por aqui.
O sucesso que mudou minha vida semana passada chama-se: MEGANE.
O filme não é sobre o carro da Renault, aviso logo. Nada a ver.
Megane significa óculos em japonês. Aí vai o trailler do filme, EM JAPONÊS:


Agora lá vão alguns dados importantes:

Diretora e roteirista: Naoko Ogigami

Elenco:
Satomi Kobayashi - Taeko
Mikako Ichikawa - Haruna
Ryo Kase - Yomogi
Ken Mitsuishi - Yuji
Masako Motai - Sakura
Hiroko Yakushimaru - Taeko's friend

FOTOS:




Assistam e divirtam-se. Beijo do Urso.

Love Cats

sábado, 27 de junho de 2009

Is it possible to rest?

É possível descansar?
Chega de falar do Michael Jackson. Ontem mesmo me deixei levar pela catarse coletiva mundial e chorei feliz pois não estava chorando sozinho. Sua morte não me surpreendeu, pois tudo indicava que ele morreria em breve: seu último aniversário, passou sozinho com os filhos vendo filme em casa. Depois, apesar de estar (ninguém sabia até que ponto) com a saúde abalada, ele marca uma turnê. É uma forma de reunir a família pra dizer que o fim está próximo. Talvez ele até pensava conseguir fazer o primeiro show da turnê, mas acho que ele sabia que não chegaria ao fim desta. Ele parece ter percebido a imortalidade de sua obra e, há muito, que não precisávamos mais da sua presença para que ele "acontecesse". Marcar tantos shows parece uma maneira de tranquilizar seus filhos, seus fãs, seus amigos, família e etc. Não se preocupem, estou mais vivo que nunca. E, quando Michael sofre o ataque cardíaco, o mundo inteiro sofre, arrependido, de ter tratado tão mal quem um dia encheu nossas vidas de alegria e diversão. Fomos ingratos, acusamos e rimos de quem nos fez cantar e dançar, que nos fez pensar que éramos mais que simples ouvintes de uma música: viramos parte de uma grande onda, uma onda que varre o mundo e que sempre soube falar a qualquer pessoa do globo terrestre. Os signos que Michael usou em seus clipes eram de uma universalidade impressionante. E sua tragédia, faz dele o mito pós-moderno. Se daqui a 2.000 anos, ainda falarão do Michael Jackson? Sim, falarão! E, se sua existência é hoje um mistério para nós, calcule daqui a 2.000 anos.
Michael entrará para a história da humanidade como entraram Sidarta, Moisés, Homero, Jesus Cristo, Maomé, que, enfim, em termos de história da humanidade, estavam aí até outro dia desses (na verdade, ainda estão). Não são poucas as coincidências entre Michael e Leonardo da Vinci, por exemplo, do talento absurdo às acusações polêmicas. Estou exagerando? Não, não. Pergunte ao Da Vinci, na próxima reunião espírita que puderes ir em Florença. Ele te dirá: o que é universal e sentido de forma universal não morre. Se recria a cada momento histórico. Michael, pintado de maldito desde a década de 90, era nosso salvador na década de 80.
E quanto à história dele querer ou não ser branco, pra mim (que sou urso marrom) parece coisa que só interessa aos brancos que nada melhor têm pra fazer. Já faz tempo que observei que entre as pessoas de ascendência negra e/ou moradoras de periferias e etc, isso não fazia muita diferença, visto que o Michael nunca deixou de lado suas raízes: sua música foi soul, black, funk, hip-hop, e tudo mais de música negra que você puder imaginar. Michael não renegou coisa alguma. Nós é que estávamos com os dedos apontados para ele, uma vez que já havíamos nos fartado de sua luz. Agora, choramos sua falta. Chorem mesmo. Ele morreu, mas sua música não, como disse a Madonna. E sua música nunca mudou de cor, como diz o urso aqui. Chorem como a gente chora a morte da mãe, que sacrifica sua vida pelos filhos para ouvir críticas e acusações quando estes crescem.
Isso porque eu disse "chega de falar do Michael". Como se isso fosse possível agora.
Michael reuniu a humanidade num só sentimento, no dia 25 de junho de 2009: o de perda. E o de perda de algo muito, muito valioso, que tanto soubemos louvar quanto tacar pedras.
Ele parte, deixando seu espetáculo acontecendo. Ele sabia que o funcionamento de suas células já não eram mais necessários para que ele acontecesse. Ele morre, fazendo com que, tanto este coração de urso quanto o de algum prisoneiro das Filipinas, se unam, apesar da distância. Ontem, vendo especiais sobre ele na TV, me senti parte do globo terrestre novamente, parte da humanidade (apesar de urso). Eu senti a mesma coisa que, quando eu era apenas um ursinho de 5 anos de idade, senti ao vê-lo num programa de larga audiência. Ele chegou. Ele está entre nós. Ele faz o que queríamos saber fazer. Ele dá vida à minha vida. Michael, no dia que morre, se faz mais vivo do que nunca, em telejornais do mundo inteiro. Somos um povo Michael. Um povo Jackson. Sua história jamais sairá dos nossos livros, os livros que contam a história do nosso povo. Um povo escolhido por Michael Jackson.
Don't stop till you get enough. E ele did get enough.

more for michael (ou seria moore, ah, esqueça)

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Urso's Cine Clube

Top Secret (1984)
Direção: Jim Abrahams, David Zucker e Jerry Zucker
Opinião do Urso: Excelente!!!

Sequência da dramática performance de Val Kilmer no palco.


E é claro, não podíamos esquecer da inesquecível citação ao clássico "A Lagoa Azul".

Urso's Cine Clube

Gente, pretendo mostrar alguns dos filmes que vi recentemente (não necessariamente lançamentos, claro) e que gostei muito. Começaremos com Brasil: viva o cinema nacional que tem palavrão, cenas de sexo e subversão !!!

Macunaíma (1969)
Diretor: Joaquim Pedro de Andrade
Opinião do Urso: Muito Bom!!!

Sequência em que Dina Sfat chicoteia Paulo José com um galho de árvore...

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Mediateca do Urso

Agora você, que é fã do Urso, pode baixar vídeos exclusivos do ursinho aqui... basta visitar a

É de graça e bem mais divertido que injeção na testa.

Eu ainda estou vivo

Sei que essa frase, hoje em dia, é ostentação. Mas como nunca fui um cara muito humilde mesmo, resolvi mandar. Estive pensando em como o mu...